O conceito de não-monogamia tem despertado bastante interesse no Brasil, sendo o terceiro país com maior número de buscas sobre o assunto no Google, ficando atrás apenas da Austrália e do Canadá. Nos últimos dois anos, as pesquisas relacionadas à não-monogamia no Brasil aumentaram quatro vezes, representando um crescimento de 280%.

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A prevalência da monogamia em nossa sociedade tem raízes históricas e culturais, como a influência do cristianismo, a idealização do amor romântico e as questões relacionadas à transmissão de bens.

A não-monogamia, por sua vez, é uma abordagem que descentraliza os afetos e permite a existência de relacionamentos não exclusivos, tanto no aspecto sexual quanto afetivo.

Cada vez mais pessoas têm explorado a não-monogamia em suas vidas. Essa escolha pode surgir a partir da quebra de padrões e da busca por novas experiências. É importante destacar que a comunicação aberta e o estabelecimento de consensos são fundamentais para que os relacionamentos não-monogâmicos funcionem bem. A criação de limites ajuda a manter a estabilidade e o respeito mútuo.

É importante mencionar também que, embora a não-monogamia possa romper com o padrão tradicional da monogamia, ainda existem resquícios da monogamia enraizada que trazem desafios e opressões presentes nesses relacionamentos. Questões como machismo, racismo, etarismo e capacitismo podem continuar enraizados, principalmente quando a pessoa opta pela não-monogamia apenas focada em ter múltiplos relacionamentos, deixando toda a política de fora.

No Brasil, a legislação em relação aos relacionamentos não-monogâmicos ainda é incipiente e geralmente favorece a monogamia como única forma de construção familiar. A bigamia, por exemplo, é considerada crime. Alguns casos de relacionamentos poliafetivos foram reconhecidos em determinados contextos, mas ainda há um longo caminho a percorrer para que esses arranjos sejam aceitos e regulamentados de forma ampla.

Quanto ao futuro dos relacionamentos, especialmente com a ascensão da Geração Z, é difícil prever os rumos que serão tomados. Essa geração tem mostrado uma reinvenção das relações, priorizando valores como autenticidade, sinceridade, respeito e bem-estar mental. No entanto, é importante considerar que as transformações sociais são constantes e imprevisíveis.

Em suma, a não-monogamia desperta um crescente interesse no Brasil, com mais pessoas buscando entender e explorar diferentes formas de relacionamentos não exclusivos. Essa mudança de paradigma traz consigo desafios, discussões sobre legislação e reflexões sobre igualdade e respeito. A sociedade continua evoluindo e cabe a cada indivíduo encontrar a melhor forma de estabelecer suas relações afetivas e sexuais, sempre pautadas no diálogo e no consentimento mútuo.

Fonte: O que é não-monogamia? Brasil é 3º país que mais busca termo no Google, atrás apenas da Austrália e do Canadá | Distrito Federal | G1 (globo.com)